sexta-feira, 11 de maio de 2012

Greenpeace projeta VETA TUDO DILMA! nas torres em Brasilia! a campanha continua até a decisão final da Presidenta Dilma!

terça-feira, 8 de maio de 2012

JUVENTUDE DO PSOL PEDE: #VETATUDODILMA



Juventude do PSOL mobilizada em Brasília contra o Código Florestal ruralista aprovado pela Câmara dos Deputados.
Representações da Juventude do PSOL de diversos estados do país estiveram com o Senador Randolfe Rodrigues nesta segunda-feira, discutiram ações de mobilização da juventude contra esse Código Florestal  e pediram:  #VETATUDODILMA !.

Para a preservação dos NOSSOS rios: #vetadilma!

 A idéia é fazer um abaixo assinado de rostos pedindo a Presidenta Dilma que vete na integra o texto do novo código florestal. Participar é muito fácil, 1-confeccione sua plaquinha com os dizeres #vetadilma!; 2- faça um auto retrato junto com a plaquinha e envie para vetadilma@ig.com.br; 3- COMPARTILHE essa idéia e conquiste novos adeptos!!!

sábado, 5 de maio de 2012

UM CÓDIGO SEM FLORESTA!


Um Código sem floresta

2Comentários
POR MARINA SILVA
Documento aprovado não representa a competição por cima, pela produtividade; não há, pois, escolha senão vetar tudo, diz ex-ministra.
Artigo da Marina Silva para O Estado de S. Paulo.
O Congresso brasileiro aprovou nessa semana um novo Código Florestal. As avaliações são unânimes em dizer que foi o maior retrocesso no arcabouço institucional das políticas socioambientais no Brasil desde a ditadura. Isso não é exagero ou retórica para um projeto que anistia os desmatamentos ilegais ocorridos até junho de 2008, com perdão das multas e desobrigação de recuperar o dano ambiental. Fez, está feito. Quem cumpriu a legislação, em vez de ser premiado, reconhecido, fica no prejuízo. Além disso, facilita a vida de quem quer continuar desmatando, abrindo brechas e exceções que permitem a redução das reservas legais e das áreas de preservação permanente e premiando o produtor que infringiu a legislação com acesso a crédito subsidiado do governo.
A principal justificativa é que precisamos aumentar a produção de alimentos para um mundo que já ultrapassou a marca de 7 bilhões de pessoas. Parece um objetivo nobre, mas a história não é bem assim. Basta lembrarmos que temos cerca de 200 milhões de bovinos no Brasil, que ocupam aproximadamente 200 milhões de hectares de terra. Uma produtividade de quase um boi por hectare, enquanto na vizinha Argentina esse índice chega a três bois por hectare. Estudos mostram que é possível dobrar a produtividade pecuária no Brasil a baixo custo, pois existe tecnologia acessível. Isso significa liberar 100 milhões de hectares, área bem maior que as ocupadas pela soja, cana, café, milho, arroz, feijão, batata, mandioca, etc, somadas.
Só esse exemplo mostra que é possível dobrar a produção sem derrubar um pé de árvore. É possível ainda expandi-la com a recuperação das áreas degradadas e abandonadas, que podem chegar a outros 100 milhões de hectares. Portanto, o que está em jogo não é a produção de alimentos, mas sim um modelo de desenvolvimento predatório, que maximiza o lucro no curto prazo e deixa para a sociedade um passivo ambiental gigantesco.
A escolha do Brasil se dá na encruzilhada da civilização. Não é possível ignorar os alertas da ciência para a realidade do aquecimento global e as drásticas mudanças no clima do planeta. Não podemos mais perder tempo com “bolhas” de prosperidade ilusória que custam os recursos de mil anos e se desfazem em menos de uma década. A encruzilhada da civilização é, sobretudo, de natureza ética.
A presidente Dilma terá que fazer a escolha: pactuar com esse modelo que gera degradação ambiental, privatiza o lucro e transfere os prejuízos para o restante da sociedade ou vetar o projeto e recolocar a discussão em outro patamar – o do desenvolvimento sustentável.
Vetar um projeto aprovado com o voto de boa parte da própria base parlamentar pode não ser uma situação confortável para a presidente, mas foi o próprio governo quem permitiu que ela chegasse a esse nível. Todos os relatores eram da base do governo e eram ruralistas confessos ou neorruralistas. O resultado não poderia ter sido diferente, tinha que dar num estrondoso retrocesso. Agora, entra em cena a “disputa” entre ruralistas e governo.
Já estão discutindo quais pontos podem ser vetados sem melindrar os interesses da bancada ruralista. Torcemos para que a presidente realmente cumpra sua promessa de campanha e não faça uma espécie de maquiagem legal apenas para não ficarmos tão ruim assim na foto da Rio+20. O que interessa é nosso futuro e essa foto será impossível de retocar caso o projeto seja sancionado.
O projeto anistia as áreas ilegalmente ocupadas até junho de 2008 nas matas ciliares, nas encostas de morros, em mangues, nas reservas legais de propriedades de até quatro módulos fiscais (que pode chegar a 440 hectares, dependendo da região do País) e muitas outras áreas sensíveis. A anistia está espalhada em inúmeros artigos e parágrafos ao longo de todo o projeto. Muitos deles não podem ser vetados sem, com isso, subtrair igualmente do texto importantes instrumentos de proteção ambiental. Isso porque em muitos casos a exceção está junto com a regra principal, que é boa. A presidente não pode vetar apenas parte de uma frase, somente toda ela.
Para cumprir sua promessa eleitoral, a presidente Dilma teria que vetar “propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente”. Novamente nesse caso temos uma lista bem grande de vetos. Mas o que deveríamos estar discutindo não é nada disso. O Brasil é uma potência ambiental e poderíamos estar discutindo de que forma valorizar nossos ativos para construirmos um país justo, com geração de emprego de qualidade e renda sem degradação ambiental, investimento em tecnologia e inovação que permita ao Brasil liderar a transição para o desenvolvimento sustentável, para a economia de baixo carbono.
Esse novo Código Florestal não representa a competição pelo caminho de cima, do ganho de produtividade como fator impulsionador da economia. Por isso, não há outra escolha a fazer, senão vetar tudo. Por isso pedimos o veto total. Dilma, veta tudo.
MARINA SILVA É EX-MINISTRA DO MEIO AMBIENTE

Estudantes do Diretório Acadêmico da UFPA pedem: #VETADILMA!

A idéia é fazer um abaixo assinado de rostos pedindo a Presidenta Dilma que vete na integra o texto do novo código florestal. Participar é muito fácil, 1-confeccione sua plaquinha com os dizeres #vetadilma!; 2- faça um auto retrato junto com a plaquinha e envie para vetadilma@ig.com.br; 3- COMPARTILHE essa idéia e conquiste novos adeptos!!!
O POVO ACORDOU
O POVO DECIDIU
OU PARA A MOTOSERRA
OU PARAMOS O BRASIL!!!!
A idéia é fazer um abaixo assinado de rostos pedindo a Presidenta Dilma que vete na integra o texto do novo código florestal. Participar é muito fácil, 1-confeccione sua plaquinha com os dizeres #vetadilma!; 2- faça um auto retrato junto com a plaquinha e envie para vetadilma@ig.com.br; 3- COMPARTILHE essa idéia e conquiste novos adeptos!!!

é o Brasil gritando: VETA DILMA!!!

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Novo relatório do Código Florestal na Câmara retoma radicalismo ruralista



No dia 19/o4, o deputado Paulo Piau (PMDB/MG) tornou público o relatório do novo Código Florestal que foi votado na Câmara. Como o texto aprovado anteriormente pelos deputados foi modificado no Senado, precisou passar novamente pela Casa. O resultado dessa tramitação, no entanto, é ainda mais temerário para o meio ambiente e a biodiversidade brasileira.
Além de manter a anistia para aqueles que desmataram ilegalmente até 2008, o texto de Piau tem eixos estruturantes que ampliam significativamente o impacto ambiental do novo Código Florestal e colocam o direito à propriedade como máxima inquestionável pelo poder público.
A primeira linha mestra do novo relatório da Câmara é reduzir as Áreas de Preservação Permanentes (APPs) que, desmatadas ilegalmente, devem ser recuperadas. A versão do Senado já era recuada, cancelando as multas dos desmatadores. Mas agora a regra é a impunidade geral, com total flexibilização para as chamadas “áreas consolidadas”. “Além de não pagar pelo crime ambiental, os desmatadores ficarão liberados de vez de apresentar um Plano de Recuperação e replantar as APPs”, criticou Ivan Valente, que integra a Frente Parlamentar Ambientalista.
Entre as APPs que, pelo relatório de Piau não precisam mais ser recuperadas estão as matas ciliares com distância entre 15 e 100 metros das marges dos rios e os topos de morro usados para pecuária. O texto da Câmara, por exemplo, considerava como área consolidada, liberada de recuperação, somente os topos de morro usados na produção de lenhosas (uvas, maçãs, etc).
Outra mudança feita pelo relatório de Paulo Piau, que explicitamente homenageia os ruralistas, foi retirar do texto do Senado a observação de que devastações em Áreas de Preservação Permanente localizadas dentro de Unidades de Conservação não podem, em hipótese alguma, serem consideradas áreas consolidadas. Ou seja, o Senado obrigada a recuperação dessas áreas em qualquer caso. Ao retirar essa observação do texto, a bancada ruralista anistia de outra forma os desmatamentos.
Segundo levantamentos, a previsão é que o texto do Senado permitiria recuperar cerca de 330 mil quilômetros de APPs desmatadas no país. Se passar a versão que os ruralistas defendem agora na Câmara, todo este passivo ambiental será desconsiderado.
As áreas de apicuns e salgados – regiões no entorno dos manguezais, ocupadas para a produção de camarão – também deixam de ser consideradas APPs. O texto do Senado, que trazia um capítulo inteiro sobre o uso sustentável dos apicuns e salgados, limitando sua ocupação em 10% na região amazônica e em 35% no restante dos mangues, se transformou em um único artigo dentro do capítulo de “área de uso restrito”. De acordo com o novo relatório, que atendeu ao lobby dos produtores de camarão, desde que se faça o Zoneamento Econômico e Ecológico da região, os apicuns e salgados podem ser totalmente ocupados. O impacto nos mangues será brutal.
Estadualização e liberação do crédito
Outra linha condutora do novo relatório do Código Florestal da Câmara é a que devolve aos estados o poder de definição sobre a necessidade de recuperação das APPs. A medida, na avaliação do deputado Ivan Valente, enfraquece a normatização e a fiscalização nacional, além de comprometer toda a lógica do SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente). A ideia é que cada estado avalie suas “peculiaridades” e defina se determinada área degradada deve ou não ser recuperada, independentemente de os biomas atravessarem as fronteiras administrativas da federação. Se aprovado desta forma, o texto permitirá, por exemplo, que as margens de um determinado rio devam ser recuperadas numa certa medida dentro de um estado e em outra no estado vizinho.
“Na prática, deixar para os estados resolverem essa questão é fortalecer a defesa da autonomia do proprietário rural para definir como ocupar o solo da porteira de sua fazenda pra dentro, como se isso não tivesse qualquer consequência do ponto de vista da preservação ambiental do conjunto daquele bioma ou região. É uma lógica que favorece o descontrole do poder público e privilegia o vale-tudo da propriedade privada”, analisa Ivan Valente.
Por fim, outra medida estruturante do relatório de Piau é quebrar a relação, prevista no texto do Senado entre tempo de recuperação ambiental e direito a crédito e incentivos do governo para esta recuperação. Antes, só teria direito a acessar esses recursos públicos o proprietário que fizesse o Cadastro Ambiental Rural e apresentasse um cronograma de recuperação no Plano de Regularização Ambiental. Agora, basta assinar um documento de intenções que os recursos são liberados.
O Senado também diferenciava os proprietários em categorias de acordo com o grau de descumprimento da lei ambiental praticado cada um. Ou seja, havia maiores restrições e obrigações para aqueles que desrespeitaram de forma mais intensa a legislação em vigor. Piau exclui as categorias, igualando as agressões ao meio ambiente e, assim, privilegiando aqueles que devastaram mais.
“É uma lógica totalmente irresponsável e antipedagógica, que passa uma mensagem muito clara de impunidade para o país. Nós, ambientalistas, já não tínhamos acordo com o texto do Senado, que anistiava os desmatadores e permitia novas derrubadas através de uma série de flexibilizações no Código em vigor atualmente. Mas era um texto que reduzia alguns impactos do relatório original de Aldo Rebelo e havia sido pactuado dentro do governo”, explica Ivan Valente.
“De volta à Câmara, a bancada ruralista, suprapartidária, retoma seu radicalismo, enfrenta o governo e desacata a Presidência da República, rasgando os acordos feitos no Senado. Se prevalecer este texto, não restará à Presidenta Dilma outra alternativa a não ser vetá-lo. Será isso ou a vergonha internacional na Rio+20 e o maior retrocesso histórico na nossa legislação ambiental”, concluiu o parlamentar do PSOL.
Fonte: www.ivanvalente.com.br

Pela preservação das NOSSAS APPs:#VETADILMA!

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Contra a anistia dos desmatadores: #VETADILMA!

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As crianças também querem ter florestas no futuro!!!

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pro Brasil não morrer VETAR é preciso!

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Camila Pitanga quebra protocolo e pede "veta, Dilma" em evento presidencial


Jornal do Brasil

A atriz Camila Pitanga quebrou o protocolo de um evento presidencial no Rio de Janeiro para reforçar o pedido do veto do novo Código Florestal. 
Responsável pela apresentação da entrega do título Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela interrompeu a apresentação das autoridades para interpelar a presidente Dilma Rousseff.
"Presidenta, mil desculpas por essa quebra de protocolo, mas eu preciso pedir: veta, Dilma", disse a atriz. A plateia reagiu com entusiasmo ao pedido de Camila Pitanga e puxou o grito de "Veta, Dilma". Pega de surpresa, a presidente apenas sorriu. 
No evento desta sexta, Lula recebeu o Horonis Causa das cinco principais faculdades públicas do Rio de Janeiro: UFRJ, UFF, Unirio, Rural e Uerj.  

Ajude a proteger a fauna e a flora do Brasil que é NOSSO!!!

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Fazer parte desta campanha é um ato de CIDADANIA!

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

participe você também desta campanha!

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quarta-feira, 2 de maio de 2012


participe da campanha contra o novo código florestal #vetadilma!, como participar? É MUITO FACIL: 1- confeccione uma plaquinha com os dizeres #vetadilma! 2- tire uma foto sua segurando a plaquinha e envie para vetadilma@ig.com.br 3- visitar o blog www.vetadilma.blogspot.com e compartilhar a sua foto por lá mesmo no blog! COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS!!!

Wagner Moura adere a campanha!

participe da campanha contra o novo código florestal #vetadilma!, como participar? É MUITO FACIL: 1- confeccione uma plaquinha com os dizeres #vetadilma! 2- tire uma foto sua segurando a plaquinha e envie para vetadilma@ig.com.br 3- visitar o blog http://www.vetadilma.blogspot.com/ e compartilhar a sua foto por lá mesmo no blog! COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS!!!

terça-feira, 1 de maio de 2012

O início do fim das florestas



Esta árvore solitária já foi parte de uma floresta. A foto foi realizada em fevereiro passado, próximo a Santarém (PA). (©Daniel Beltrá/Greenpeace)
A Câmara dos Deputados mostrou o que quer: o fim das florestas no Brasil. Por 274 votos a 184, com duas abstenções, foi aprovada hoje a proposta que desfigura o Código Florestal, escrita pelo deputado ruralista Paulo Piau (PMDB-MG) sobre o texto aprovado pelo Senado, segue agora para sanção da presidente, Dilma Rousseff. Se ela não se mexer, e vetar o texto, esse futuro será seu legado.
O texto aprovado dá anistia total e irrestrita a quem desmatou demais – mesmo aqueles que deveriam e têm capacidade de recuperar matas ao longo de rios, por exemplo – e ainda dá brecha para que mais desmatamentos ocorram no país. Ele é resultado de um processo que alijou a sociedade, e vai contra o que o próprio governo desejava. Com isso, avanços ambientais conquistados ao longo de décadas foram por água abaixo.
“Acabamos de assistir ao sequestro do Congresso pelos ruralistas. Pateticamente, a presidenta que tinha a maior base de apoio parlamentar na história recente deste país, foi derrotada por 274 votos de uma malta de ruralistas que se infiltrou e contaminou o tecido democrático brasileiro como um câncer”, diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Desde o início do processo, o Brasil esteve refém dos interesses do setor, que fez de tudo para incorporar suas demandas ao projeto de lei. A população, que se mostrou contrária à anistia aos desmatadores e a brechas que permitem mais devastação, foi o tempo inteiro ignorada”.
Há mais de uma década os ruralistas tentam acabar com o Código Florestal. Finalmente conseguiram uma brecha, alimentada pela indiferença de um governo que não dá a mínima para o ambiente e a saúde da população. O resultado é um texto escrito por e para ruralistas, que transforma a lei ambiental em uma lei de ocupação da terra.
“Enquanto o Congresso demonstra claramente que se divorciou de vez da opinião pública que deveria representar – e que em sua imensa maioria se opõe ao texto do código ruralista – resta à Dilma uma única alternativa. Ela tem de demonstrar aos brasileiros que está à altura do cargo que ocupa – e que ganhou ao prometer aos eleitores que não iria permitir anistia a criminosos ambientais nem novos desmatamentos”, afirma Adario. “Caso contrário, o governo vai dar provas de que é subjugado pelos ruralistas, ao sofrer mais essa derrota.”
Os brasileiros têm uma oportunidade de mostrar que não querem ver a motosserra roncar. A melhor resposta a essa reforma do Código Florestal é assinar o projeto de lei popular pelo desmatamento zero, que o Greenpeace e outras organizações encapam.

MANIFESTAÇÃO EM BELO HORIZONTE DIA 1º DE MAIO

foto enviada por uma das pessoas presentes na manifestação ocorrida em Belo Horizonte no dia do trabalhador. Foto: Maurílio Nogueira Junior

segunda-feira, 30 de abril de 2012


PARTICIPE VOCE TAMBEM DESSE PROTESTO!

para participar deste abaixo assinado de rostos de brasileiros que pedem para a Presidenta Dilma o veto ao novo codigo florestal é muito fácil: 1- confeccione uma plaquinha com #vetadilma!; 2- envie para vetadilma@ig.com.br; 3- divulgue para seus amigos no facebook. Sua foto será colocada no blog vetadilma.blogspot.com

sábado, 28 de abril de 2012


Vídeo mostra o que está por trás da reforma do Código Florestal



“De onde vem a força do agronegócio?” mostra, de maneira didática, quem ganha e quem perde na estruturação e financiamento do agronegócio brasileiro. O vídeo foi lançado na quarta-feira (29/2) durante café-da-manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados. 

Baseado em análise das pesquisadoras Regina Araujo, doutora em geografia pela universidade de São Paulo, e Paula Watson, também formada em geografia pela USP, o vídeo é a expressão gráfica da análise textual. Confira a produção apoiada pelo WWF-Brasil abaixo.

Texto e vídeo mostram que o Brasil é o segundo maior exportador individual de produtos agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, ambos com a produção apoiada na monocultura “Nossas leis ambientais estão em construção desde a década de 1930, e até agora não provocaram nenhum impedimento ao espantoso crescimento do agronegócio”, lembram as pesquisadoras.

“Grandes agricultores querem fazer a sociedade crer que a produção agrícola brasileira, entre as potências agrícolas, fazem do agronegócio o porto- seguro da economia brasileira.  No entanto nosso modelo agrícola não é ambientalmente sustentável, não favorece a sociedade, a agricultura familiar e colocará  em risco grande parte da biodiversidade , risco que hoje é controlado pela legislação ambiental brasileira. Daí o interesse em alterar o Código Florestal e favorecer ainda mais o grande agricultor”, mostra a animação.

A disseminação do vídeo ao maior número de pessoas tornará possível a reflexão e maior compreensão sobre o que está em jogo na reforma do Código Florestal Brasileiro e porque essa reforma é tão prejudicial à sociedade como um todo. 

Ajude-nos a divulgar o vídeo por meio de blogs, link em seus perfis das redes sociais, ou mesmo conversando sobre o assunto em casa, no trabalho e com amigos.




VERDE QUE TE QUERO VERDE


Condenado pela PL 1876/99


"quem não está preocupado com isso, não tem muito com o que se preocupar"

               Os ruralistas estão tratorando tudo, passando por cima de tudo, desprezando nossa capacidade de indignação e de resistência, nós que acreditamos num mundo com qualidade de vida social e ambiental para todos e todas. Não podemos ficar calados diante deste ato dos deputados, a favor de seus próprios interesses, de 1% daqueles que detêm 40% das terras no Brasil! Não podemos assistir inertes aos seus urros de vitória. O que comemoram eles? A vitória de seus interesses privados sobre o interesse público? A destruição da diversidade biológica e cultural brasileiras que eles querem ver achatadas, aplainadas como seus pastos e suas largas plantações de soja e eucalipto?  Somos todos nós que seremos afetados devido à cobiça e à procura desenfreada de dinheiro dessa minoria que representa a si mesma no lesgislativo!
 
                  Como todos sabem, foi aprovado no último dia 25 de Abril, o projeto de Código Florestal na versão revisada pelo deputado Paulo Piau, que torna ainda pior o texto aprovado pelo Senado, que já significava anistia aos desmatamentos ilegais e incentivos a novos desmatamentos. O texto fere os princípios constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em matéria de direitos fundamentais e fere frontalmente o interesse nacional. Quem assistiu às votações na Câmara, pôde perceber como a bancada ruralista está se sentindo à vontade e ditando absolutamente as regras do jogo. E o novo código florestal, que agora espera o veto ou a sanção presidencial, não é ainda - pasmem - o pior que se pode esperar: a agenda dos ruralistas ainda prevê medidas como a PEC 215 (que faz com que as demarcações de novas terras indígenas tenham que passar pelo poder legislativo, o que, na prática, se aprovada, fará com que nenhuma terra indígena seja demarcada daí por diante) ou os projetos de mineração em terras indígenas.
 
                    Não podemos ficar parados diante desse conjunto de ameaças tão graves! Precisamos nos mobilizar! Por mais que as forças contrárias sejam imensas, precisamos começar um movimento de resistência com toda urgência! Não sabemos o que os nossos pequenos gestos podem desencadear, mas podemos ter certeza que, se ficarmos parados, assistindo impassíveis a esse verdadeiro circo de horrores, em muito pouco tempo o que resta de nossa mega-diversidade sofrerá uma devastação rápida e irreversível.
 
                  Por isso, convocamos todos que estiverem em Belo Horizonte a, neste primeiro de Maio, terça-feira, às 10:00, irem a Praça Sete (de preferência vestidos de verde, levando cartazes, apitos, etc) para se manifestarem e pedirem à presidente Dilma Rousseff que vete todo o projeto de Código Florestal aprovado pela Câmara.
Não deixem de ir! E enviem esse e-mail para todos aqueles que puderem se juntar a nós!

A manifestação também está sendo divulgada aqui: https://www.facebook.com/events/162431797216906/
P.S.: Da Praça 7, o movimento parte em direção à "Praia dos Trabalhadores", na Praça da Estação.

Alguns links para aqueles que desejarem se inteirar melhor sobre o assunto:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/04/26/dilma-vai-ter-coragem-de-vetar-o-codigo-florestal/
http://www.socioambiental.org/nsa/direto/direto_html?codigo=2012-04-20-140935

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/2012/04/26/APROVACAO-DO-CODIGO-FLORESTAL-DEVE-DESENCADEAR-UMA-ONDA-DE-DESMATAMENTO.htm

http://www.sosmatatlantica.org.br/index.php?section=content&action=contentDetails&idContent=1035


http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2012/04/24/PAULO-PIAU-CONSEGUIU-REUNIR-O-PIOR-DO-RELATORIO-DE-ALDO-REBELO-E-RETIROU-AS-BOAS-IDEIAS.htm



autora: Luciana França

começam as adesões à campanha, faça sua foto tbm!!!

VETA TUDO, DILMA!!


PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DESTA CAMPANHA!!



VETA TUDO, DILMA!!

Todas as imagens nessa montagem são de minha autoria: lugares incríveis e maravilhosos que conheci: parques, reservas e mesmo matas ciliares que podem ser reduzidos e dizimados se o povo brasileiro não fizer nada a respeito, sem falar da biodiversidade que será perdida.

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM!!!!

Os estudantes de Jahu e região também iniciaram uma campanha concomitante, muito fácil:

1#: Faça uma foto - arte, placa, etc - em prol da Campanha VETA TUDO DILMA.
2#: Envie para o e-mail: vetadilma@ig.com.br
Sua foto será postada no blog: http://vetadilma.blogspot.com.br/
3#: ENVIE PARA OS SEUS AMIGOS!!

Produtivismo hegemônico e irresponsável venceu na votação do Código Florestal

Por 274 votos a 184, o Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (25), o parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) para o novo Código Florestal (PL 1876/99), que representa o maior retrocesso legislativo em termos ambientais da história do país. O texto do Senado, que já era problemático pois anistiava os desmatadores e flexibilizava uma série de mecanismos de proteção, apesar de receber o apoio do PT, também foi derrotado. Todas as 21 mudanças feitas por Piau a pedido da bancada ruralista e mais uma série de destaques apresentados na sequência conseguiram piorar ainda mais o texto que havia sido acordado com o governo no Senado.
As multas por infrações ambientais cometidas até 22 de julho de 2008 serão suspensas a partir da publicação da nova lei e enquanto o proprietário que aderiu ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) estiver cumprindo o termo de compromisso ajustado. E as todas as propriedades – não apenas as de até 4 módulos fiscais – ficam desobrigadas de recuperar as Áreas de Preservação Permanente que foram ilegalmente derrubadas.
Entre as várias exclusões de proteção ambiental, foi retirada a definição de pousio, período sem uso do solo para sua recuperação, que permitia a interrupção de, no máximo, cinco anos de até 25% da área produtiva da propriedade. Com isso, áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. Como também retirou-se o conceito de área abandonada, prejudica-se a reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.
O único ponto em que os ruralistas não conseguiram impor sua vontade foi em relação à recuperação das matas ciliares em margens de rio de até 10 metros. Por questões regimentais, permaneceu no texto a necessidade de recomposição de um mínimo de 15 metros de mata nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) devastadas. Como a regra foi aprovada inicialmente tanto na Câmara quanto no Senado, não poderia ter alterada nesta etapa final.
Na avaliação do deputado Ivan Valente, a votação demonstrou a sanha insaciável dos ruralistas, que literalmente passaram o trator por cima de qualquer proteção ambiental mais significativa que o Código Florestal até então em vigor trazia. Até mesmo a retirada da obrigação de divulgar na internet os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico dos imóveis rurais que facilita o monitoramento das produções agropecuárias e a fiscalização de desmatamentos, os ruralistas conseguiram.
“A votação do Código Florestal foi a votação dos grandes agricultores, dos exportadores e dos ricos. Não é verdade que se beneficiaram a agricultura familiar e o pequeno proprietário. Os que não querem transparência, os que querem grandes lucros e os que querem acabar com a biodiversidade brasileira venceram”, criticou Ivan Valente na tribuna da Câmara nesta quinta-feira (26) pela manhã.
Durante a votação em Plenário na noite desta quarta, o deputado destacou a atuação do PSOL neste debate, afirmando a certeza do partido de que essa proposta não serve ao interesse nacional.
“Estamos discutindo aqui uma grande questão nacional, que tem um imenso impacto na vida política, social, ambiental e no futuro das futuras gerações. Não é pouca coisa. Os ruralistas passaram a idéia de que este era um problema rural, mas não o é. Aqui estamos discutindo um país que tem a maior biodiversidade do planeta; a maior reserva de água doce; estamos discutindo por que o Brasil se tornou a sexta economia do mundo com uma economia reprimarizada, sem agregação de valor”, questionou.
Para Ivan Valente, o espírito que norteou as mudanças no Código Florestal foi o da defesa da propriedade privada sem regulamentação. “Há quem entenda que manter Área de Preservação Permanente e Reserva Legal é um luxo. Se os outros países acabaram, nós também deveríamos acabar. Não! Está aqui o relatório da SBPC, que mostra as funções dessas áreas, inclusive para aumentar a produtividade agrícola”, lembrou.
“Desde o início aqui o que se trata é de um código facilitador das atividades econômicas no campo. E, obviamente, quando se fala de atividade econômica do campo, está-se falando naqueles que têm hegemonia nessas atividades”, alertou o líder do PSOL, Chico Alencar. “Muitos chegaram aqui para falar em nome dos produtores rurais. Deviam ser mais sinceros. Vão falar dos grandes produtores rurais, esses que, dentro da legitimidade, deram um grande apoio financeiro à campanha do Relator Paulo Piau. Agora o pequeno, o micro, o médio, as cooperativas, os assentamentos do MST produzem 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro”, disse.
Próximos passos
A luta agora é para garantir que a Presidenta Dilma Rousseff cumpra seu compromisso de campanha e vete os dispositivos do novo Código Florestal que anistiam os desmatadores e autorizam novas derrubadas. Para Ivan Valente, caso o governo não freie as pretensões da bancada ruralista, o estrago no Congresso pode ser muito maior.
“Digo mais aos Parlamentares governistas desta Casa, em especial aos que tiveram tradição de esquerda: a partir da discussão do Código Florestal, nós temos agora para votar, na Câmara dos Deputados, a Emenda Constitucional nº 215, que acaba com o poder do Governo de demarcar terras indígenas, áreas quilombolas e unidades de conservação. Quem é que está no comando disso? A bancada ruralista. Nós estamos com uma CPI do trabalho escravo. Quem é que quer mudar o conceito de trabalho degradante e análogo? A bancada ruralista. Há um código de mineração em marcha e a PEC do trabalho escravo não é votada em prioridade aqui desde 1994. Isso é uma vergonha nacional. Esperamos que a Presidenta Dilma não se acovarde”, concluiu Ivan Valente.
* Com informações da Agência Câmara e da Carta Maior.

fonte: http://www.ivanvalente.com.br/blog/2012/04/produtivismo-hegemonico-e-irresponsavel-venceu-na-votacao-do-codigo-florestal/