Blog criado para contribuir na campanha contra o novo código florestal! favor enviar textos, fotos e outras contribuições para vetadilma@ig.com.br
segunda-feira, 30 de abril de 2012
PARTICIPE VOCE TAMBEM DESSE PROTESTO!
para participar deste abaixo assinado de rostos de brasileiros que pedem para a Presidenta Dilma o veto ao novo codigo florestal é muito fácil: 1- confeccione uma plaquinha com #vetadilma!; 2- envie para vetadilma@ig.com.br; 3- divulgue para seus amigos no facebook. Sua foto será colocada no blog vetadilma.blogspot.com
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Vídeo mostra o que está por trás da reforma do Código Florestal
“De onde vem a força do agronegócio?” mostra, de maneira didática, quem ganha e quem perde na estruturação e financiamento do agronegócio brasileiro. O vídeo foi lançado na quarta-feira (29/2) durante café-da-manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados.
Baseado em análise das pesquisadoras Regina Araujo, doutora em geografia pela universidade de São Paulo, e Paula Watson, também formada em geografia pela USP, o vídeo é a expressão gráfica da análise textual. Confira a produção apoiada pelo WWF-Brasil abaixo.
Texto e vídeo mostram que o Brasil é o segundo maior exportador individual de produtos agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, ambos com a produção apoiada na monocultura “Nossas leis ambientais estão em construção desde a década de 1930, e até agora não provocaram nenhum impedimento ao espantoso crescimento do agronegócio”, lembram as pesquisadoras.
“Grandes agricultores querem fazer a sociedade crer que a produção agrícola brasileira, entre as potências agrícolas, fazem do agronegócio o porto- seguro da economia brasileira. No entanto nosso modelo agrícola não é ambientalmente sustentável, não favorece a sociedade, a agricultura familiar e colocará em risco grande parte da biodiversidade , risco que hoje é controlado pela legislação ambiental brasileira. Daí o interesse em alterar o Código Florestal e favorecer ainda mais o grande agricultor”, mostra a animação.
A disseminação do vídeo ao maior número de pessoas tornará possível a reflexão e maior compreensão sobre o que está em jogo na reforma do Código Florestal Brasileiro e porque essa reforma é tão prejudicial à sociedade como um todo.
Ajude-nos a divulgar o vídeo por meio de blogs, link em seus perfis das redes sociais, ou mesmo conversando sobre o assunto em casa, no trabalho e com amigos.
"quem não está preocupado com isso, não tem muito com o que se preocupar"
Os ruralistas estão tratorando tudo, passando por cima de tudo, desprezando nossa capacidade de indignação e de resistência, nós que acreditamos num mundo com qualidade de vida social e ambiental para todos e todas. Não podemos ficar calados diante deste ato dos deputados, a favor de seus próprios interesses, de 1% daqueles que detêm 40% das terras no Brasil! Não podemos assistir inertes aos seus urros de vitória. O que comemoram eles? A vitória de seus interesses privados sobre o interesse público? A destruição da diversidade biológica e cultural brasileiras que eles querem ver achatadas, aplainadas como seus pastos e suas largas plantações de soja e eucalipto? Somos todos nós que seremos afetados devido à cobiça e à procura desenfreada de dinheiro dessa minoria que representa a si mesma no lesgislativo!
Como todos sabem, foi aprovado no último dia 25 de Abril, o projeto de Código Florestal na versão revisada pelo deputado Paulo Piau, que torna ainda pior o texto aprovado pelo Senado, que já significava anistia aos desmatamentos ilegais e incentivos a novos desmatamentos. O texto fere os princípios constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em matéria de direitos fundamentais e fere frontalmente o interesse nacional. Quem assistiu às votações na Câmara, pôde perceber como a bancada ruralista está se sentindo à vontade e ditando absolutamente as regras do jogo. E o novo código florestal, que agora espera o veto ou a sanção presidencial, não é ainda - pasmem - o pior que se pode esperar: a agenda dos ruralistas ainda prevê medidas como a PEC 215 (que faz com que as demarcações de novas terras indígenas tenham que passar pelo poder legislativo, o que, na prática, se aprovada, fará com que nenhuma terra indígena seja demarcada daí por diante) ou os projetos de mineração em terras indígenas.
Não podemos ficar parados diante desse conjunto de ameaças tão graves! Precisamos nos mobilizar! Por mais que as forças contrárias sejam imensas, precisamos começar um movimento de resistência com toda urgência! Não sabemos o que os nossos pequenos gestos podem desencadear, mas podemos ter certeza que, se ficarmos parados, assistindo impassíveis a esse verdadeiro circo de horrores, em muito pouco tempo o que resta de nossa mega-diversidade sofrerá uma devastação rápida e irreversível.
Por isso, convocamos todos que estiverem em Belo Horizonte a, neste primeiro de Maio, terça-feira, às 10:00, irem a Praça Sete (de preferência vestidos de verde, levando cartazes, apitos, etc) para se manifestarem e pedirem à presidente Dilma Rousseff que vete todo o projeto de Código Florestal aprovado pela Câmara.
Não deixem de ir! E enviem esse e-mail para todos aqueles que puderem se juntar a nós!
A manifestação também está sendo divulgada aqui: https://www.facebook.com/events/162431797216906/
P.S.: Da Praça 7, o movimento parte em direção à "Praia dos Trabalhadores", na Praça da Estação.
Alguns links para aqueles que desejarem se inteirar melhor sobre o assunto:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/04/26/dilma-vai-ter-coragem-de-vetar-o-codigo-florestal/
http://www.socioambiental.org/nsa/direto/direto_html?codigo=2012-04-20-140935
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/2012/04/26/APROVACAO-DO-CODIGO-FLORESTAL-DEVE-DESENCADEAR-UMA-ONDA-DE-DESMATAMENTO.htm
http://www.sosmatatlantica.org.br/index.php?section=content&action=contentDetails&idContent=1035
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2012/04/24/PAULO-PIAU-CONSEGUIU-REUNIR-O-PIOR-DO-RELATORIO-DE-ALDO-REBELO-E-RETIROU-AS-BOAS-IDEIAS.htm
autora: Luciana França
Como todos sabem, foi aprovado no último dia 25 de Abril, o projeto de Código Florestal na versão revisada pelo deputado Paulo Piau, que torna ainda pior o texto aprovado pelo Senado, que já significava anistia aos desmatamentos ilegais e incentivos a novos desmatamentos. O texto fere os princípios constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em matéria de direitos fundamentais e fere frontalmente o interesse nacional. Quem assistiu às votações na Câmara, pôde perceber como a bancada ruralista está se sentindo à vontade e ditando absolutamente as regras do jogo. E o novo código florestal, que agora espera o veto ou a sanção presidencial, não é ainda - pasmem - o pior que se pode esperar: a agenda dos ruralistas ainda prevê medidas como a PEC 215 (que faz com que as demarcações de novas terras indígenas tenham que passar pelo poder legislativo, o que, na prática, se aprovada, fará com que nenhuma terra indígena seja demarcada daí por diante) ou os projetos de mineração em terras indígenas.
Não podemos ficar parados diante desse conjunto de ameaças tão graves! Precisamos nos mobilizar! Por mais que as forças contrárias sejam imensas, precisamos começar um movimento de resistência com toda urgência! Não sabemos o que os nossos pequenos gestos podem desencadear, mas podemos ter certeza que, se ficarmos parados, assistindo impassíveis a esse verdadeiro circo de horrores, em muito pouco tempo o que resta de nossa mega-diversidade sofrerá uma devastação rápida e irreversível.
Por isso, convocamos todos que estiverem em Belo Horizonte a, neste primeiro de Maio, terça-feira, às 10:00, irem a Praça Sete (de preferência vestidos de verde, levando cartazes, apitos, etc) para se manifestarem e pedirem à presidente Dilma Rousseff que vete todo o projeto de Código Florestal aprovado pela Câmara.
Não deixem de ir! E enviem esse e-mail para todos aqueles que puderem se juntar a nós!
A manifestação também está sendo divulgada aqui: https://www.facebook.com/events/162431797216906/
P.S.: Da Praça 7, o movimento parte em direção à "Praia dos Trabalhadores", na Praça da Estação.
Alguns links para aqueles que desejarem se inteirar melhor sobre o assunto:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/04/26/dilma-vai-ter-coragem-de-vetar-o-codigo-florestal/
http://www.socioambiental.org/nsa/direto/direto_html?codigo=2012-04-20-140935
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/2012/04/26/APROVACAO-DO-CODIGO-FLORESTAL-DEVE-DESENCADEAR-UMA-ONDA-DE-DESMATAMENTO.htm
http://www.sosmatatlantica.org.br/index.php?section=content&action=contentDetails&idContent=1035
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2012/04/24/PAULO-PIAU-CONSEGUIU-REUNIR-O-PIOR-DO-RELATORIO-DE-ALDO-REBELO-E-RETIROU-AS-BOAS-IDEIAS.htm
autora: Luciana França
VETA TUDO, DILMA!!
PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DESTA CAMPANHA!!
VETA TUDO, DILMA!!
Todas as imagens nessa montagem são de minha autoria: lugares incríveis e maravilhosos que conheci: parques, reservas e mesmo matas ciliares que podem ser reduzidos e dizimados se o povo brasileiro não fizer nada a respeito, sem falar da biodiversidade que será perdida.
PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM!!!!
Os estudantes de Jahu e região também iniciaram uma campanha concomitante, muito fácil:
1#: Faça uma foto - arte, placa, etc - em prol da Campanha VETA TUDO DILMA.
2#: Envie para o e-mail: vetadilma@ig.com.br
Sua foto será postada no blog: http://vetadilma.blogspot.com.br/
3#: ENVIE PARA OS SEUS AMIGOS!!
Produtivismo hegemônico e irresponsável venceu na votação do Código Florestal
Por 274 votos a 184, o Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (25), o parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) para o novo Código Florestal (PL 1876/99), que representa o maior retrocesso legislativo em termos ambientais da história do país. O texto do Senado, que já era problemático pois anistiava os desmatadores e flexibilizava uma série de mecanismos de proteção, apesar de receber o apoio do PT, também foi derrotado. Todas as 21 mudanças feitas por Piau a pedido da bancada ruralista e mais uma série de destaques apresentados na sequência conseguiram piorar ainda mais o texto que havia sido acordado com o governo no Senado.
As multas por infrações ambientais cometidas até 22 de julho de 2008 serão suspensas a partir da publicação da nova lei e enquanto o proprietário que aderiu ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) estiver cumprindo o termo de compromisso ajustado. E as todas as propriedades – não apenas as de até 4 módulos fiscais – ficam desobrigadas de recuperar as Áreas de Preservação Permanente que foram ilegalmente derrubadas.
Entre as várias exclusões de proteção ambiental, foi retirada a definição de pousio, período sem uso do solo para sua recuperação, que permitia a interrupção de, no máximo, cinco anos de até 25% da área produtiva da propriedade. Com isso, áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. Como também retirou-se o conceito de área abandonada, prejudica-se a reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.
O único ponto em que os ruralistas não conseguiram impor sua vontade foi em relação à recuperação das matas ciliares em margens de rio de até 10 metros. Por questões regimentais, permaneceu no texto a necessidade de recomposição de um mínimo de 15 metros de mata nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) devastadas. Como a regra foi aprovada inicialmente tanto na Câmara quanto no Senado, não poderia ter alterada nesta etapa final.
Na avaliação do deputado Ivan Valente, a votação demonstrou a sanha insaciável dos ruralistas, que literalmente passaram o trator por cima de qualquer proteção ambiental mais significativa que o Código Florestal até então em vigor trazia. Até mesmo a retirada da obrigação de divulgar na internet os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico dos imóveis rurais que facilita o monitoramento das produções agropecuárias e a fiscalização de desmatamentos, os ruralistas conseguiram.
“A votação do Código Florestal foi a votação dos grandes agricultores, dos exportadores e dos ricos. Não é verdade que se beneficiaram a agricultura familiar e o pequeno proprietário. Os que não querem transparência, os que querem grandes lucros e os que querem acabar com a biodiversidade brasileira venceram”, criticou Ivan Valente na tribuna da Câmara nesta quinta-feira (26) pela manhã.
Durante a votação em Plenário na noite desta quarta, o deputado destacou a atuação do PSOL neste debate, afirmando a certeza do partido de que essa proposta não serve ao interesse nacional.
“Estamos discutindo aqui uma grande questão nacional, que tem um imenso impacto na vida política, social, ambiental e no futuro das futuras gerações. Não é pouca coisa. Os ruralistas passaram a idéia de que este era um problema rural, mas não o é. Aqui estamos discutindo um país que tem a maior biodiversidade do planeta; a maior reserva de água doce; estamos discutindo por que o Brasil se tornou a sexta economia do mundo com uma economia reprimarizada, sem agregação de valor”, questionou.
Para Ivan Valente, o espírito que norteou as mudanças no Código Florestal foi o da defesa da propriedade privada sem regulamentação. “Há quem entenda que manter Área de Preservação Permanente e Reserva Legal é um luxo. Se os outros países acabaram, nós também deveríamos acabar. Não! Está aqui o relatório da SBPC, que mostra as funções dessas áreas, inclusive para aumentar a produtividade agrícola”, lembrou.
“Desde o início aqui o que se trata é de um código facilitador das atividades econômicas no campo. E, obviamente, quando se fala de atividade econômica do campo, está-se falando naqueles que têm hegemonia nessas atividades”, alertou o líder do PSOL, Chico Alencar. “Muitos chegaram aqui para falar em nome dos produtores rurais. Deviam ser mais sinceros. Vão falar dos grandes produtores rurais, esses que, dentro da legitimidade, deram um grande apoio financeiro à campanha do Relator Paulo Piau. Agora o pequeno, o micro, o médio, as cooperativas, os assentamentos do MST produzem 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro”, disse.
Próximos passos
A luta agora é para garantir que a Presidenta Dilma Rousseff cumpra seu compromisso de campanha e vete os dispositivos do novo Código Florestal que anistiam os desmatadores e autorizam novas derrubadas. Para Ivan Valente, caso o governo não freie as pretensões da bancada ruralista, o estrago no Congresso pode ser muito maior.
“Digo mais aos Parlamentares governistas desta Casa, em especial aos que tiveram tradição de esquerda: a partir da discussão do Código Florestal, nós temos agora para votar, na Câmara dos Deputados, a Emenda Constitucional nº 215, que acaba com o poder do Governo de demarcar terras indígenas, áreas quilombolas e unidades de conservação. Quem é que está no comando disso? A bancada ruralista. Nós estamos com uma CPI do trabalho escravo. Quem é que quer mudar o conceito de trabalho degradante e análogo? A bancada ruralista. Há um código de mineração em marcha e a PEC do trabalho escravo não é votada em prioridade aqui desde 1994. Isso é uma vergonha nacional. Esperamos que a Presidenta Dilma não se acovarde”, concluiu Ivan Valente.
* Com informações da Agência Câmara e da Carta Maior.
fonte: http://www.ivanvalente.com.br/blog/2012/04/produtivismo-hegemonico-e-irresponsavel-venceu-na-votacao-do-codigo-florestal/
As multas por infrações ambientais cometidas até 22 de julho de 2008 serão suspensas a partir da publicação da nova lei e enquanto o proprietário que aderiu ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) estiver cumprindo o termo de compromisso ajustado. E as todas as propriedades – não apenas as de até 4 módulos fiscais – ficam desobrigadas de recuperar as Áreas de Preservação Permanente que foram ilegalmente derrubadas.
Entre as várias exclusões de proteção ambiental, foi retirada a definição de pousio, período sem uso do solo para sua recuperação, que permitia a interrupção de, no máximo, cinco anos de até 25% da área produtiva da propriedade. Com isso, áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. Como também retirou-se o conceito de área abandonada, prejudica-se a reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.
O único ponto em que os ruralistas não conseguiram impor sua vontade foi em relação à recuperação das matas ciliares em margens de rio de até 10 metros. Por questões regimentais, permaneceu no texto a necessidade de recomposição de um mínimo de 15 metros de mata nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) devastadas. Como a regra foi aprovada inicialmente tanto na Câmara quanto no Senado, não poderia ter alterada nesta etapa final.
Na avaliação do deputado Ivan Valente, a votação demonstrou a sanha insaciável dos ruralistas, que literalmente passaram o trator por cima de qualquer proteção ambiental mais significativa que o Código Florestal até então em vigor trazia. Até mesmo a retirada da obrigação de divulgar na internet os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico dos imóveis rurais que facilita o monitoramento das produções agropecuárias e a fiscalização de desmatamentos, os ruralistas conseguiram.
“A votação do Código Florestal foi a votação dos grandes agricultores, dos exportadores e dos ricos. Não é verdade que se beneficiaram a agricultura familiar e o pequeno proprietário. Os que não querem transparência, os que querem grandes lucros e os que querem acabar com a biodiversidade brasileira venceram”, criticou Ivan Valente na tribuna da Câmara nesta quinta-feira (26) pela manhã.
Durante a votação em Plenário na noite desta quarta, o deputado destacou a atuação do PSOL neste debate, afirmando a certeza do partido de que essa proposta não serve ao interesse nacional.
“Estamos discutindo aqui uma grande questão nacional, que tem um imenso impacto na vida política, social, ambiental e no futuro das futuras gerações. Não é pouca coisa. Os ruralistas passaram a idéia de que este era um problema rural, mas não o é. Aqui estamos discutindo um país que tem a maior biodiversidade do planeta; a maior reserva de água doce; estamos discutindo por que o Brasil se tornou a sexta economia do mundo com uma economia reprimarizada, sem agregação de valor”, questionou.
Para Ivan Valente, o espírito que norteou as mudanças no Código Florestal foi o da defesa da propriedade privada sem regulamentação. “Há quem entenda que manter Área de Preservação Permanente e Reserva Legal é um luxo. Se os outros países acabaram, nós também deveríamos acabar. Não! Está aqui o relatório da SBPC, que mostra as funções dessas áreas, inclusive para aumentar a produtividade agrícola”, lembrou.
“Desde o início aqui o que se trata é de um código facilitador das atividades econômicas no campo. E, obviamente, quando se fala de atividade econômica do campo, está-se falando naqueles que têm hegemonia nessas atividades”, alertou o líder do PSOL, Chico Alencar. “Muitos chegaram aqui para falar em nome dos produtores rurais. Deviam ser mais sinceros. Vão falar dos grandes produtores rurais, esses que, dentro da legitimidade, deram um grande apoio financeiro à campanha do Relator Paulo Piau. Agora o pequeno, o micro, o médio, as cooperativas, os assentamentos do MST produzem 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro”, disse.
Próximos passosA luta agora é para garantir que a Presidenta Dilma Rousseff cumpra seu compromisso de campanha e vete os dispositivos do novo Código Florestal que anistiam os desmatadores e autorizam novas derrubadas. Para Ivan Valente, caso o governo não freie as pretensões da bancada ruralista, o estrago no Congresso pode ser muito maior.
“Digo mais aos Parlamentares governistas desta Casa, em especial aos que tiveram tradição de esquerda: a partir da discussão do Código Florestal, nós temos agora para votar, na Câmara dos Deputados, a Emenda Constitucional nº 215, que acaba com o poder do Governo de demarcar terras indígenas, áreas quilombolas e unidades de conservação. Quem é que está no comando disso? A bancada ruralista. Nós estamos com uma CPI do trabalho escravo. Quem é que quer mudar o conceito de trabalho degradante e análogo? A bancada ruralista. Há um código de mineração em marcha e a PEC do trabalho escravo não é votada em prioridade aqui desde 1994. Isso é uma vergonha nacional. Esperamos que a Presidenta Dilma não se acovarde”, concluiu Ivan Valente.
* Com informações da Agência Câmara e da Carta Maior.
fonte: http://www.ivanvalente.com.br/blog/2012/04/produtivismo-hegemonico-e-irresponsavel-venceu-na-votacao-do-codigo-florestal/
Decepante e decepcionante
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A proposta do Código Florestal apresentada pelo deputado Paulo Piau (PMDB/MG) é decepante e decepcionante. Decepcionante porque Sua Excelência sempre proclamou “isenção” e “olhar técnico” sobre o projeto que veio do Senado. Ele não procedeu assim: atuou, nas modificações propostas, de acordo com os interesses do agronegócio. Aqui não se trata de um Código Florestal, mas de um Código facilitador das grandes atividades econômicas no campo brasileiro. O enfoque produtivista, sem mediação com a urgente e necessária preservação ambiental, predominou. A fantástica biodiversidade e os ricos biomas brasileiros, já tão maltratados, continuarão vulneráveis. Relembramos que o Código Florestal em vigor, desde 1965, agora sepultado, nunca foi respeitado integralmente. Isto explica nossos recordes de desmatamento, enchentes destruidoras, estiagens recorrentes, espécies em extinção. Tudo soma negativamente para os extremos climáticos que afetam o planeta como um todo. E atinge nossa lisonjeira posição de país que tem a maior reserva de água doce do mundo. Das 21 propostas de alteração feitas pelo relator, apenas duas procedem, por retirarem repetições do texto que veio do Senado. As demais são desastrosas: rejeitam princípios como a “importância da biodiversidade”, o “compromisso com a sustentabilidade”, a “proteção da vegetação nativa” e a “integração da norma florestal com as demais políticas ambientais”. Tudo isso foi simplesmente retirado do artigo 1º, para evitar “dubiedade na Justiça”, segundo o relator! A proposta, que obteve apoio da maioria do plenário da Câmara, é FRAGILIZADORA: das nascentes, dos cursos d´água, dos rios, das matas ciliares, dos manguezais, dos nossos biomas. Deixa indeterminada a recuperação da vegetação nativa nas Áreas de Proteção Permanente. Exclui a delimitação de faixa de proteção das veredas. Não exige APPs em reservatórios de água de até um hectare. Dispensa também APPs em imóveis de até 15 módulos voltados para a aquicultura. Rejeita a determinação de que municípios delimitem faixas de passagem de inundação por meio dos planos diretores e leis de uso do solo. Recusa a exigência de implantação e manutenção de áreas verdes de 20 metros quadrados por habitante nas novas expansões urbanas. Retira controles sobre a atividade madeireira, inclusive a emissão de documento de origem florestal. Exclui a obrigatoriedade da oitiva do órgão ambiental federal para supressão de vegetação que abrigue flora ou fauna ameaçada de extinção. Favorece créditos e incentivos a ruralistas, sem exigências de programa de regularização ambiental no prazo de 5 anos, anistiando e premiando a quem desmatou irregularmente. Joga fora a destinação de 30% dos recursos arrecadados com cobrança pelo uso da água (Lei 9.433/97) para manutenção, recomposição ou recuperação de Áreas de Preservação Permanente em bacias hidrográficas. Abre novas possibilidades de empreendimentos da carcinicultura e outras atividades econômicas nos biomas costeiros. Transfere para legislação posterior, inclusive de âmbito estadual, a obrigatoriedade da recomposição das matas ciliares. Tudo isso poderá soar, sem dúvida, como um ‘liberou geral’ para os que exploram economicamente o campo brasileiro. Por tudo isso, quando a consciência cidadã planetária se empenha no princípio do CUIDADO e da PRECAUÇÃO, e o mundo sofre com a devastação do produtivismo sem critérios, só podemos repudiar essas alterações no Código Florestal Brasileiro. O PSOL, como da votação inicial aqui na Câmara, e como praticado no Senado Federal, por nossa representação, afirma que todo esse processo está equivocado: não buscou informações junto à ciência, manipulou os pequenos da agricultura camponesa e extrativista como biombo para os interesses dos grandes, agiu no interesse imediato, descomprometido com as futuras gerações e o Bem Viver na Terra. Sobre a decisão que o Parlamento tomou, cabe alertar: o futuro nos cobrará, a História não nos absolverá. fonte: www.chicoalencar.com.br |
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